sábado, 20 de outubro de 2007

Educação e Livros Didáticos

Bem, tem muita coisa pra escrever sobre isso e tenho certeza que praticamente ninguém lê post grande. Então, além de postar tudo de uma vez, vou postar esse mesmo texto aos poucos, e vai ficar meio sem ligação, mas não tou nem aí.

----------------------

A discussão sobre livros didáticos já teve dois períodos na mídia por enquanto: primeiro, com o Ali Kamel, um direitólatra desajustado que acha que não há preconceito racial no Brasil. Agora, com a revista Época, falando mais e mais besteiras que não levam a nada, só o que qualquer mediano que acabou o ensino médio privado vai acreditar (não é do costume da Época fazer isso, diga-se de passagem).

Pelo jeito, o grande problema dos livros didáticos do nosso país é outro: as pessoas que os fazem e as pessoas que os avaliam acham que eles nos ensinam alguma coisa, ou que uma frase com propaganda ideológica a cada 50 páginas vai fazer uma diferença monumental na ideologia política dos alunos do Brasil. Olha, eu sou aluno, convivo com alunos, e, sinceramente, numa lista enorme de coisas (muitas das quais fúteis) que influenciam na nossa ideologia política, os livros didáticos que usamos nem entram nelas.


Os livros não influenciam por dois fatores:

1) Ler uma frase enquanto estudamos pra uma prova (ou vocês ainda acham que 99% dos alunos que lêem o fazem para serem cidadãos melhores? E não, isso não é culpa do vestibular) não muda ninguém. Quando estamos estudando, nós vamos em cima das informações importantes para se dar bem na prova - e nenhum professor, por mais marxista que seja, tem a coragem de colocar numa prova "discuta sobre a superioridade do socialismo em relação ao capitalismo";

2)Aí em cima eu escrevi 99% DOS ALUNOS QUE LÊEM. Sendo que estes são, exagerando pra cima, 5% dos alunos. Vocês podem até achar que não estou sendo sério ou que estou exagerando, mas acreditem: eu vivo no ambiente escolar, ao contrário de vocês. Além disso, as horríveis colocações do Brasil em avaliações de ensino internacionais só confirmam o que eu digo.


a propagação ideológica CONSTANTE feita por professores de história e geografia ao longo de onze anos faz diferença sim.

São onze anos de "catequização anti-capitalista" sobre nós. E são onze no meu caso, porque hoje em dia não duvido nada que os professores de alfabetização usem frases como "o capitalismo gera desigualdade" para alfabetizar seus alunos.

A imensa maioria (e não, isso não é pleonasmo - 51% é beeeeeem diferente de 98%) dos professores que tive dessas duas disciplinas me ensinaram que o capitalismo gera desigualdade, é o responsável pela miséria existente no planeta e, que se o socialismo fosse implantado, viveríamos num mundo onde todos teriam educação, alimentação e moradia. Mais uma vez, preciso lembrar que não estou aumentando a situação de nenhum modo - eles me ensinaram exatamente isso.

Até a oitava série (hoje em dia nona), NENHUM professor falou em ditadura, em pobreza acentuada nos países socialistas, em massacres ''em nome da revolução''. NENHUM falou que o capitalismo pode ser uma alternativa, que o socialismo fracassou em diversos lugares, e TODOS falaram que o capitalismo é alimentado por burgueses ferozes que querem, acima de tudo, ficar mais ricos a todo custo e, para isso, teriam que deixar os pobres mais pobres. NENHUM jamais falou que existe a idéia (vigente há muito tempo) de que "é possível criar valor - quando um país prospera, sua economia cresce, o que pode gerar riquea para todos os estratos sociais."(trecho retirado de Época)

Eu cresci marcado por isso. Até o primeiro ano do ensino médio, eu era da esquerda (hoje não sou de lado nenhum) - afinal, ser da direita me transformaria num burguês que traz injustiça social. Mais uma vez, repito: eu não estou exagerando. Pensar na direita me lembrava uma coisa errada, enquanto pensar na esquerda me lembrava líderes que lutavam para o bem de todos.

Em casa, meus pais não me ensinavam a ideologia deles: cada um votava, na maioria dos casos, em partidos diferentes. O resto da minha família também não propagava nada sobre política, tentando me influenciar: sempre havia discussões sobre isso, quem estava trabalhando melhor no governo, essas coisas. Tive uma educação política, mas não fui adestrado ideologicamente pela minha família.

Além disso, como uma criança normal, não ficava conversando sobre política com meus amigos. A única força que jogou essas idéias em minha cabeça foi a dos professores: eles são os responsáveis por essa briga que está havendo por aí e, erroneamente, todo mundo está jogando a culpa em livros, que nem lidos são.

Por favor, redirecionem o foco da discussão para os professores. Eles estão confundindo liberdade de expressão e opinião com doutrinação ideológica e, assim, criando um monte de adultos que não acreditam em mérito e que acham que tudo de ruim que acontece não pode ser evitado, pois o capitalismo é uma força maligna que já dominou tudo com suas garras que só trazem injustiça social. São adultos que só deixam de ser empreendedores e inovadores porque acham que, enquanto houver capitalismo, justiça não poderá ser feita e eles serão sempre coitadinhos.

ps.: para os esquerdopatas que acabam o texto e começam a falar que o texto retrata a direita tentando manipular as coisas usando mentiras -> eu não sou de direita, entendo perfeitamente que o socialismo tem de bom e o que tem de ruim, e, mais importante, o texto não tem por objetivo criar capitalistas. Tem por objetivo chamar atenção para que, na verdade, toda a discussão sobre os livros tem uma importância ínfima em relação ao mal que os professores estão causando: e não porque estão ensinando SOCIALISMO, e sim porque estão manipulando ideologicamente toda uma futura nação. Se estivessem ensinando capitalismo, eu publicaria esse mesmo texto, trocando a palavra “socialismo” por “capitalismo” e vice-versa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Propaganda, no sentido original da palavra

[loop]
Conformismo é o maldito ópio do povo.

Baixa estima é a maldita droga da classe média.

Democracia num país de educação idiota é a maldita idiotice do país.

Leia de novo.
[/loop]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Frases sábias ditas por idiotas.

o cúmulo da prepotência é se auto-diagnosticar portador de complexo de inferioridade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Frases sábias ditas por idiotas

O autor anônimo é aquele que sabe que seu texto está uma bela bosta mas decide enviá-lo em alguma corrente de e-mail assim mesmo.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Frases sábias ditas por idiotas

A maior incoerência da sociedade é mandar os jovens sonhar e ao mesmo tempo estabelecer uma maioridade.

domingo, 9 de setembro de 2007

11 de setembro

Erm... é até meio vergonhoso voltar aqui ao blog pra isso depois de tanto mas... erm...


Eu vim chamar a maioria de vocês de idiotas. (engraçado que eu falo ''vocês'' como se isso aqui tivesse leitores, mas enfim. Vai que alguém no google procura 11 de setembro e entra aqui por engano.)

Voltando ao assunto principal: idiotas.

Cada um que fala, pensa, concorda ou ''é contra mas não arruma confusão'' quando algum imbecil fala ''bem feito pros americanos, eu queria é que outro avião caísse lá'' é um grandissíssimo idiota.

Idiota.

Olha, seu idiota, se você decidiu que o governante dos Estados Unidos é imbecil por sair fazendo guerras, você talvez pudesse até gastar um pouco do seu tempo odiando o tal governante. Mas isso não lhe dá motivo nenhum pra odiar os norte-americanos, as PESSOAS que por algum motivo superior nasceram numa localização geográfica localizada na América do Norte.

Talvez você seja idiota o suficiente pra perceber sozinho, mas quando você diz ''acho é bom que esse povo morreu no World Trade Center, eles merecem'', você está afirmando que a mulher que foi pedida em casamento ontem, que foi trabalhar tão feliz hoje com um anel na sua mão direita, mereceu morrer.

Você está afirmando que gostou que aquelas crianças, que nunca fizeram mal a ninguém, morressem pelo simples acaso de participar de uma excursão até as torres. Está afirmando que quase sentiu um orgasmo ao saber que dez adolescentes, mizeravelmente esforçados para fazer o mundo um lugar melhor, adolescentes que se cansavam, se frustravam e se esgotavam pra ajudar outras pessoas, tiveram culpa de estar recebendo um prêmio depois de mais ou menos uns cinco anos de um esforço que você nunca teve na vida e, por isso, mereceram morrer, porque afinal, eles são norte-americanos, nossa, merecem!

Você tá falando que a senhora que ia conhecer sua primeira neta e estava viajando no vôo merecia morrer.

Tá falando que o pai que trabalhava pra poder sustentar uma família e ver os filhos pequenos felizes, que jogava beiseball ou basquete com o filho pequeno e levava a filha pro zoológico merece morrer porque nasceu nos EUA (e você acha que têm razão, afinal, ele, como espermatozóide e óvulo consciente, poderia ter escolhido diversos lugares para nascer). Você tá falando que os filhos desse pai merecem saber que ''seu pai morreu. você não pode mais brincar com ele.'' Tá afirmando que sente PRAZER em saber que a filha não vai mais ao zoológico, e em saber que ela está chorando. Você está esbanjando alegria só de pensar que a mãe tem que dizer aos filhos dela que o pai deles está morto e que eles nunca mais vão ver ele, enquanto ela mesma sofre por ter perdido o marido.

Sério, vão se fuder. Vão se fuder muito, idiotas.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Liberalização e melhoras sociais

O Brasil, conhecido internacionalmente pela alta desigualdade social, vem conseguindo avanços sociais nessa área, mesmo que através da utilização de meios errados, de ação apenas momentânea.

O Governo, apesar de continuar o processo de privatizações, baseia sua política econômica na intervenção estatal. Em vez de liberar e flexibilizar o mercado, criando oportunidades e empregos, aumentou-se a o papel do Estado, como aconteceu recentemente com o PAC, o que diminui o dinamismo da economia. Um exemplo desse comportamento é o excesso dos ditos “benefícios sociais”, que acomodam aqueles que os recebem.

Além disso, os auxílios sociais levam o Governo Federal a não investir o suficiente nos serviços básicos. Acaba-se que somente os que podem pagar têm serviços de qualidade, privados. A massa, pois, tem acesso a serviços péssimos, o que dista muito da realidade da minoria rica.

Perante a lei, todos são iguais, com exceção de alguns grupos que são favorecidos pelas políticas de cotas, outro chamado benefício social. Em vez de solucionar os problemas sociais através do investimento na educação pública, o Governo usa fórmulas comprovadamente fracassadas e divide a população usando critérios sem embasamento científico.

Países como Índia e China vêm conseguindo tirar muitos da condição de miséria através da liberalização da economia e do incentivo às empresas que empregam mais. O Brasil, no entanto, utiliza medidas econômicas comuns na década de 30: não atrai dinheiro estrangeiro com o objetivo de proteger empresas atrasadas, ao em vez de se preocupar com a condição da maior parte da população.